By OtílioArte · Editorial
By Otílio · Edição Autoral

A imagem começa antes da câmera.

Editoriais, ensaios autorais e narrativas visuais. Conceito, símbolo, cor e corpo, construídos com intenção, um por um.

A criatividade se expande quando encontra um conceito. A imagem só fica inesquecível quando carrega significado.

Cada cor tem função. Cada objeto pode virar símbolo. Cada gesto muda a narrativa.

Existe uma mente atrás de tudo isso.

A do menino que viajava demais: criava cenas, personagens e universos inteiros, associando o que não parecia ter nada a ver. O que chamavam de distração era um olhar sendo treinado para juntar o que o mundo insiste em manter separado.

É dessa junção que nasce cada editorial: contexto cultural, histórico, filosófico. Referência não é enfeite, é matéria-prima. E no fim, a arte sempre prevalece.

Não é escolher referência bonita. É construir uma lógica visual.

Antes da câmera existe pesquisa, associação e intenção. Cada elemento abaixo é uma decisão. Passa o dedo (ou o mouse) e vê onde ela aparece.

  • 01Conceito
  • 02Símbolo
  • 03Cor
  • 04Luz
  • 05Corpo
  • 06Cenário
  • 07Figurino
  • 08Sequência
Fragmento de editorial da By Otílio ilustrando a decisão de direção selecionada

Fragmentos dos editoriais desta página. Nenhuma dessas decisões é decorativa.

Projeto autoral em três atos
Fotografia & direção · By OtílioInspirado na obra de Urias

Da colisão entre mente, corpo e identidade: o código imposto sobre o corpo sendo quebrado, a dor virando potência, a existência como ato político e artístico.

Crack the Code O código imposto sobre o corpo e o gênero, quebrado. Este ato é todo dela.
Crack the Code, o tecido cobrindo todo o rosto dela contra a luz da janela
Crack the Code, ela reclinada em cetim rosa com o lírio, olhando para a câmera
Crack the Code, retrato dela em cetim magenta
Crack the Code, ela deitada entre os lírios e o próprio reflexo
Crack the Code, o detalhe da mão dela alcançando o lírio no espelho
Blossom Dor e transição viram potência e beleza. Este ato é todo sobre a Joana.
Blossom, Joana deitada em pose, corpo inteiro, entre os tecidos verde e rosa
Blossom, ela sozinha de rosa entre os tecidos verde e rosa
Blossom, os lírios e o espelho sobre o cetim verde
Her Mind As duas juntas. O encontro, o acolhimento, a afirmação: existir como ato definitivo.
Her Mind, uma com o rosto colado no da outra, o lírio entre elas
Her Mind, as duas deitadas no sofá, olhando para a câmera
Her Mind, as duas juntas em cena ampla com o lírio
Her Mind, as duas no sofá entre os tecidos
Her Mind, o acolhimento, as duas com os lírios
Her Mind, as duas no sofá, na penumbra

Nada aqui aconteceu por acaso.

Lírios, cetim, os três atos: tudo foi pesquisado, dirigido e encenado antes do primeiro disparo. O bastidor é a prova de que a imagem foi construída.

Editorial autoral

VERLEUGNUNG

Fotografia & direção · By OtílioPsicanálise · filosofia · crítica

Freud chamou de Verleugnung o gesto de ver e, ainda assim, recusar saber: a defesa que admite a realidade com os olhos e a nega com a vida. Aqui, a verdade está impressa, literalmente. Os jornais voam ao redor dela e nenhuma manchete é lida. A peruca em chama, a pose de quem segue intacta, o escritório em ordem: o retrato de uma época que transformou a negação em rotina elegante.

Ver não é o mesmo que enxergar. Saber não é o mesmo que admitir.

VERLEUGNUNG, ela agachada, cercada por jornais suspensos no ar
VERLEUGNUNG, as mãos avançam sobre a mesa coberta de jornais
VERLEUGNUNG, retrato entre folhas de jornal em queda
VERLEUGNUNG, sentada à escrivaninha tomada de jornais
VERLEUGNUNG, agachada no escuro com os papéis
VERLEUGNUNG, debruçada na mesa, jornais congelados no ar
VERLEUGNUNG, ela entre os papéis, drapeada contra o escuro
Editorial autoral

BUSINESS SERVING

Fotografia & direção · By OtílioAlfaiataria · arquétipo · autenticidade

Serving, no sentido que a cultura ballroom deu ao verbo: entregar presença até não sobrar dúvida. A alfaiataria veste o arquétipo do poder, mas quem comanda a cena é a autenticidade: autoridade não se pede, se ocupa. E a corrente conta a própria história: o elo que já foi peso vira joia, herança e armadura, no mesmo corpo.

BUSINESS SERVING, sentada no banco alto, terninho e presença
BUSINESS SERVING, pose sentada com salto vermelho
BUSINESS SERVING, mão ao peito, a corrente em evidência
BUSINESS SERVING, de pé, alfaiataria completa
BUSINESS SERVING, corpo inteiro, pernas cruzadas, domínio da cena
Editorial · fotografia By Otílio

VONTADE de voar

Fotografia · By OtílioTons terrosos · tecido · impulso

A ideia foi trazida da carranca: a figura de proa que desce o rio à frente da embarcação, enfrentando o que vier para proteger a travessia. Na minha óptica, o tecido em tons de terra vira asa e amuleto: o corpo preso ao chão ensaiando o voo. Nesta série a câmera é minha e o conceito nasceu da leitura da cena: de uma única fotografia, uma pergunta inteira. O que segura alguém que já sabe voar?

Vontade de Voar, asas de tecido abertas em dourado
Vontade de Voar, drapeado terroso esculpido pela luz
Vontade de Voar, o gesto do impulso com o tecido
Vontade de Voar, dourado envolvendo os ombros
Vontade de Voar, o pano em pleno movimento
Vontade de Voar, dobras de cetim contra a sombra
Editorial autoral

ANIMAL

Fotografia & direção · By OtílioA partir de “Animal”, de AURORA

A significância desta série foi interpretada por “Animal”, de AURORA, minha artista favorita. “You're hunting for love, killing for pleasure.” O amor, aqui, vira caçada: ela mira com o olhar hostil de quem ataca, mas quem observa de perto percebe a ferida aberta, o sangue que ainda corre. Quem já foi presa aprende a caçar primeiro; quem amou e sangrou passa a viver em guarda. No mesmo corpo, a fera e a vítima dividem o mesmo coração.

Animal, silhueta em contraluz junto à janela
Animal, ela sentada no chão, vestido claro, o olhar em guarda

Uma imagem pode começar em qualquer lugar.

Verleugnung veio da psicanálise. Her Mind, de uma artista. Vontade de Voar, de um único quadro. O ponto de partida nunca é a câmera:

Bruno Otílio de jaqueta de couro sob luz azul, retrato editorial

Bruno Otílio, a mente que viaja demais.

Direção artística, fotografia e audiovisual. É By Otílio quem pesquisa, escreve, monta o set e dirige o corpo diante da câmera.

O método é a associação: aproximar mundos que nunca se cruzaram e deixar que um explique o outro. É assim que uma referência vira conceito, o conceito vira cena e a cena vira uma imagem que não sai da cabeça.

By Otílio

Me conta a ideia que ainda não tem forma.

Todo mundo carrega uma imagem que nunca saiu da cabeça: uma cena que sempre te marcou e que você nunca conseguiu tornar real. Pode ter nascido de uma música que te atravessou, de um filme, de uma dor, de um desejo antigo de se ver de outro jeito.

É exatamente com isso que eu trabalho: me deixe criar o seu universo e torná-lo real.

Além da arte, você quer se posicionar? Ou unir os dois universos?

Conheça a frente de posicionamento da By Otílio →