Editoriais, ensaios autorais e narrativas visuais. Conceito, símbolo, cor e corpo, construídos com intenção, um por um.
Cada cor tem função. Cada objeto pode virar símbolo. Cada gesto muda a narrativa.
A do menino que viajava demais: criava cenas, personagens e universos inteiros, associando o que não parecia ter nada a ver. O que chamavam de distração era um olhar sendo treinado para juntar o que o mundo insiste em manter separado.
É dessa junção que nasce cada editorial: contexto cultural, histórico, filosófico. Referência não é enfeite, é matéria-prima. E no fim, a arte sempre prevalece.
Antes da câmera existe pesquisa, associação e intenção. Cada elemento abaixo é uma decisão. Passa o dedo (ou o mouse) e vê onde ela aparece.

Fragmentos dos editoriais desta página. Nenhuma dessas decisões é decorativa.
Da colisão entre mente, corpo e identidade: o código imposto sobre o corpo sendo quebrado, a dor virando potência, a existência como ato político e artístico.














Lírios, cetim, os três atos: tudo foi pesquisado, dirigido e encenado antes do primeiro disparo. O bastidor é a prova de que a imagem foi construída.
Freud chamou de Verleugnung o gesto de ver e, ainda assim, recusar saber: a defesa que admite a realidade com os olhos e a nega com a vida. Aqui, a verdade está impressa, literalmente. Os jornais voam ao redor dela e nenhuma manchete é lida. A peruca em chama, a pose de quem segue intacta, o escritório em ordem: o retrato de uma época que transformou a negação em rotina elegante.
Ver não é o mesmo que enxergar. Saber não é o mesmo que admitir.







Serving, no sentido que a cultura ballroom deu ao verbo: entregar presença até não sobrar dúvida. A alfaiataria veste o arquétipo do poder, mas quem comanda a cena é a autenticidade: autoridade não se pede, se ocupa. E a corrente conta a própria história: o elo que já foi peso vira joia, herança e armadura, no mesmo corpo.





A ideia foi trazida da carranca: a figura de proa que desce o rio à frente da embarcação, enfrentando o que vier para proteger a travessia. Na minha óptica, o tecido em tons de terra vira asa e amuleto: o corpo preso ao chão ensaiando o voo. Nesta série a câmera é minha e o conceito nasceu da leitura da cena: de uma única fotografia, uma pergunta inteira. O que segura alguém que já sabe voar?






A significância desta série foi interpretada por “Animal”, de AURORA, minha artista favorita. “You're hunting for love, killing for pleasure.” O amor, aqui, vira caçada: ela mira com o olhar hostil de quem ataca, mas quem observa de perto percebe a ferida aberta, o sangue que ainda corre. Quem já foi presa aprende a caçar primeiro; quem amou e sangrou passa a viver em guarda. No mesmo corpo, a fera e a vítima dividem o mesmo coração.


Verleugnung veio da psicanálise. Her Mind, de uma artista. Vontade de Voar, de um único quadro. O ponto de partida nunca é a câmera:
Direção artística, fotografia e audiovisual. É By Otílio quem pesquisa, escreve, monta o set e dirige o corpo diante da câmera.
O método é a associação: aproximar mundos que nunca se cruzaram e deixar que um explique o outro. É assim que uma referência vira conceito, o conceito vira cena e a cena vira uma imagem que não sai da cabeça.
Todo mundo carrega uma imagem que nunca saiu da cabeça: uma cena que sempre te marcou e que você nunca conseguiu tornar real. Pode ter nascido de uma música que te atravessou, de um filme, de uma dor, de um desejo antigo de se ver de outro jeito.
É exatamente com isso que eu trabalho: me deixe criar o seu universo e torná-lo real.
Além da arte, você quer se posicionar? Ou unir os dois universos?
Conheça a frente de posicionamento da By Otílio →